Quando um Sonho não é bem um Sonho…

Sabe aqueles sonhos que são tão, mas tão reais que nem parecem sonhos, mas sim projeções da nossa consciência?

Então… quando eu tinha uns 14 ou 15 anos, tive uma dessas projeções cuja experiência foi tão impactante que até hoje marca minhas lembranças. Por anos eu tentei buscar o significado dos símbolos que recebi durante esta experiência que agora me permito compartilhar com vocês.

Na ocasião, em algo que só posso descrever como “meio sonho, meio realidade”, estava eu andando pelas estradas de chão, no sítio que pertence à família por parte da minha mãe, no interior de Farroupilha/RS, que fica num distrito chamado Linha Ely.

Quando pequeno e por grande parte da adolescência, lá íamos todo fim de semana visitar a vó, rever os tios, tias e primos. Ouvir as estórias que a vó Luiza nos contava, subir nas árvores para comer bergamota e inventar inúmeras aventuras sob os parreirais que meu tio cuidava e ainda cuida com tanto amor e dedicação. Pra mim este lugar sempre foi e ainda é muito mágico e especial.

O Sonho que não era bem um sonho

Mas voltando à minha “projeção”… estava eu, de bobeira em uma das estradas lá no sítio, final de tarde, o sol se pondo no horizonte, ladeado pelos enormes ciprestes que adornam a entrada do sítio, quando fui envolvido por uma paz interior e ao mesmo tempo uma cápsula cilíndrica; com as bordas superior e inferior ressaltadas e pequenas janelas na altura dos olhos; desceu do céu e me envolveu, me projetando em seguida para o espaço.

Este foi o exato local em que começou minha experiência

Durante algum tempo contemplei a viagem pelo espaço até visualizar uma enorme nave no formato de um funil invertido, como se fosse uma enorme pirâmide, mas no formato de um cone. Percebi que o topo não era pontiagudo, mas achatado, quando um compartimento se abriu na parte superior da “nave” dando passagem ao cilíndro que me levava.

No Interior da Nave

Por um instante apaguei e assim que recobrei os sentidos, vi-me sentado à frente de uma mesa oval que aparentemente flutuava sem pernas ou apoios, à minha frente.

Estando sentado, virei-me para contemplar o local onde estava, que era enorme, clean e totalmente vazio. Um enorme salão com as paredes côncavas e meio abauladas, como se estivesse dentro de um balão, mas com o chão e teto planos. Pequenas janelas na parte superior das paredes deste salão davam a visão para o que parecia ser a parte externa da nave. Até tentei procurar uma imagem na internet que ilustrasse a visão interna desta nave, mas não encontrei nada parecido.

O Contato com o Ser Alienígena

Ao me voltar para a frente, deparei-me com um Ser sentado do outro lado da mesa oval. Ele estava sentado meio de lado, com o seu braço esquerdo apoiado sobre a mesa e o braço direito apoiado sobre suas pernas, abaixo da mesa.

Sua cabeça estava coberta pelo que parecia ser um capacete, que só posso descrever como uma bola achatada, com pequenas janelas na altura dos olhos, o que não me permitiu vislumbrar o seu semblante. A Sensação não foi de medo ou apreensão, muito pelo contrário, parecia que estava diante de algo ou alguém familiar. Embora não pudesse olhar para sua face ou para seus olhos, emanava um certo ar de compassividade e amizade.

Sabe quando você consegue ficar tão à vontade diante de alguém que recém conheceu, como se o conhecesse a muitos anos? Essa era a sensação que tinha diante deste Ser que hora se apresentava à minha frente.

Tentei reproduzir o “capacete” deste ser.

Perdoem-me pela singeleza do desenho, mas não sou bom em reproduzir formas tridimensionais.

Ao desenhar esta imagem, ocorreu-me que o interior do salão em que estávamos, parece ser como o interior deste capacete… mas isso é uma viagem da minha parte.

Tá, eu sei que toda essa estória é uma viagem, mas vamos lá…

A comunicação com este Ser era telepática, ou seja, nenhum som era reproduzido. Aliás, o interior deste salão era totalmente silencioso.

Os Presentes que recebi

A mão direita deste amigo estelar, que estava apoiada sobre sua perna, levou até a mesa uma pequena caixa, que foi empurrada na minha direção. Como diria Chapolin Colorado, todos os movimentos deste Ser eram friamente calculados. Não havia nenhuma gesticulação. Toda movimentação tinha uma finalidade. Acho que o único movimento, fora um leve balanço pendular e constante do seu corpo, foi ele ter aproximado de mim esta caixa.

Olhei por alguns instantes para esta caixa e em seguida fitei o Ser com um ar indagatório.

A resposta veio incisiva na minha mente:

Abra!

Abri a caixa e ao olhar para o seu interior, me deparei com objetos pessoais que carregava no momento em que o cilindro me levou para o espaço: um molho de chaves, minha carteira e um relógio de pulso.

A orientação veio clara como a luz de uma vela:

Pegue!

Segui sua orientação e guardei as chaves, a carteira e recoloquei o relógio no pulso.

Mas ao guardar meus objetos pessoais, vi que no fundo da caixa tinha outros dois objetos que não me pertenciam. Olhei com curiosidade e logo em seguida fitei meu anfitrião manifestando um ar de dúvida.

Sua orientação veio clara novamente:

Pegue!

O primeiro objeto que peguei, era uma pequena lâmpada de creta. Todos conhecem como a lâmpada do gênio, famosa em virtude dos contos de Aladdim. Era pequena, dourada e no lugar da tampa havia um cristal.

imagem ilustrativa da Lâmpada de Creta

Ao pegar esta pequena lâmpada de creta, com um cristal no lugar da tampa, meu amigo estelar orientou-me a usá-la, como um pingente, na altura do peito.

Assimilei esta informação e olhei para o segundo pequeno objeto da caixa.

Como vocês já devem adivinhar, a orientação foi que eu pegasse este objeto também.

Ao pegá-lo, percebi que era uma pequena estrela dourada, com múltiplas pontas, também ostentando um cristal no seu centro.

Novamente, a orientação veio clara na minha mente:

Use alternando no seu ombro esquerdo e no ombro direito.

Representação da estrela recebida pelo Amigo das Estrelas

Ao receber estes “presentes” apaguei novamente e quando recobrei a consciência, lá estava eu na estrada em que fora inicialmente “abduzido”…

Ato contínuo, fui despertado na cama onde dormia e desde então esta experiência ficou martelando por anos em minhas lembranças. Embora só agora eu tenha compartilhado com vocês, de lá pra cá, o trabalho que venho realizando nos últimos 15 ou 20 anos, tem a ver com este momento da minha vida.

Há que se levar em consideração que na ocasião, eu tinha uns 14 ou 15 anos, e mal sabia eu que só mais tarde eu viria a compreender o significado dos símbolos que havia recebido.

Mas esta é uma estória a ser contada em outro momento.

Fiquem com meu fraterno abraço!

Luciano Debastiani